quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A seleção



ISBN: 9788565765015
Tradutor: Cristian Clemente
Capista: Sarah Hoy
Páginas: 368
Lançamento: 19/09/2012
Editora: Seguinte
Pontuação: ♥ ♥ ♥  
Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe - e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar 

Este é o primeiro livro da uma trilogia (pelo menos inicialmente) denominada A Seleção, de Kiera Cass. Trinta e cinco garotas e uma coroa, esta é a frase de capa do livro e nos chama atenção para a premissa do mesmo.

Kiera Cass criou uma distopia bem diferente das tantas outras que já tive a oportunidade de ler. Além do foco ser o romance e drama pessoal de cada personagem, o governo não se mostra opressor como em diversas outras tramas que podemos conferir, como em Jogos Vorazes, por exemplo. Aliás, aqui faço uma comparação com a outra trilogia tão querida dos fãs que acabei de citar, afinal como não deixar de pensar que há alguma semelhança (um pouco menos sangrenta)? Assim como em Jogos Vorazes, um povo dividido em "categorias" e participando de uma competição no estilo reality show. Mas as semelhanças param por aí.

Nesta distopia, vemos um mundo onde, em algum lugar do futuro, onde o Estados Unidos foi substituído peloEstado Americano da China, e com muita luta se tornou a agora conhecida Illéa. Este país, monárquico, é dividido em oito castas, sendo que a Oito a mais miserável, e assim por diante, até chegar na casta Um, a casta da realeza.America Singer pertence à casta Cinco, onde todos tem como profissão a arte (seja música, pintura ou outros), e vive uma vida cheia de restrições e dificuldades. Ela vive um romance escondido com o jovem Aspen, pertencente à casta Seis, socialmente abaixo da casta de America, o que torna o amor dos dois além de difícil, muito sofrido. Afinal,Aspen se vê em dificuldade, passando fome e tendo que sustentar sua mãe e irmãos. Eles pretendiam se casar, formar uma família e ser felizes, apesar de toda a burocracia que é se casar com uma pessoa de casta diferente. São papeladas e documentos demais, e meses de espera!Apesar da compreensão de America, o rapaz se vê atormentado pela piedade e compaixão dela, e não é o que ele quer. Ambos se amam, mas ele quer a proteger e a mimá-la, não o contrário. E termina seu namoro de dois anos com a garota. Seus motivos são claros: ele quer que ela seja feliz, e sabe que não pode fazer isso nas condições em que se encontra. Seria mais uma pessoa para passar fome junto com ele e sua família, da qual ele é totalmente responsável. America fica de coração partido.

Depois de muita pressão da mãe e do pedido de Aspen para que participasse da Seleção, onde garotas de todo o país concorrem a uma chance de serem selecionadas para participar da competição que escolherá a futura princesa e esposa do príncipe MaxonAmerica decide ceder e tentar a sorte. Mas bem no fundo sabe que não será escolhida, pelo menos é o que a garota espera. Só que, para seu azar (ou sorte), seu nome aparece entre os das 35 garotas selecionadas para o grande reality show
Deixando tudo para trás, tanto sua família quanto seu grande amor, America vê a oportunidade de fugir e tentar esquecer sua desilusão amorosa, e ajudar sua família que será muito bem beneficiada pelo fato de ela ser uma das participantes selecionadas. A partir de então sua vida muda completamente, ainda mais depois de conhecer o tão famoso e cobiçado príncipe.

Muito bem! Há uma grande quantidade de gente que se divide entre Team Aspen Team Maxon. Eu posso dizer que eu ainda estou em cima do muro e não me decidi para qual lado eu vou. Tanto Aspen quanto Maxon tem suas qualidades e seus defeitos. Mas principalmente defeitos. Não os vejo como caras totalmente maravilhosos, mas confesso que é realmente uma tarefa difícil a qual America tem que passar! Se decidir entre o grande e primeiro amor de sua vida, ou dar uma chance para o príncipe que parece cada vez mais apaixonado.
Aspen pisou na bola, e pisou feio! Mas não considero totalmente desprezível suas atitudes, afinal o rapaz pensou no bem-estar de America e em sua felicidade acima da sua. Apesar de arrasar a moça, ele pensou nela em primeiro lugar, deixando de lado seus próprios sentimentos. Aspen é um personagem que eu adorei... mas fiquei com um tantinho de raiva, apesar de compreender suas intenções.

Maxon é o cara que toda mãe pede à Deus ter como genro, e toda mulher deseja encontrar. Eu gostei muito de sua personalidade. Ele é sempre gentil, bondoso, divertido, e se mostra um ótimo amigo. Logo a ligação entre America eMaxon cresce e se torna um algo à mais. É a moça que abre os olhos dele para os problemas sociais dos quais ele nem ao menos sabia existir, e também é ela que faz o coração dele acelerar. Mas a disputa não é fácil...e mesmo assim ela ainda tem que enfrentar as outras garotas. E não só isso, mas tem que enfrentar seu passado, e tentar esquecer Aspen. O que não é nada fácil.
Me vi em diversos momentos um tanto irritado com o príncipe, pois é realmente irritante ver suas atitudes com determinadas selecionadas, e também sua falta de tato para algumas coisas.

Enfim. Apesar de gostar de um e de outro, ainda não me decidi qual lado escolher! Porque cada um mostra de formas diferentes seu valor, e da mesma forma, mostra seus defeitos. Em algum ponto cada um conseguiu me irritar de alguma maneira, e em outros conseguiram me conquistar. Não queria ser America neste momento! (risos) Mas digamos que até agora sou Team Maxon, pois adoro o romance que está se desenvolvente entre ele e America.Estou torcendo por ele pois acho que podem fazer muita coisa juntos, tanto pelo povo quando pela política falha do país, além de que se dão muito bem e tem uma química natural.

A distopia de Kiera também tem um forte teor político, apesar de não ter tanto foco neste primeiro livro. Vemos diversos ataques de rebeldes ao castelo, mas ainda não sabemos seus motivos e o que eles procuram. Também vemos fortes críticas sociais, de diferenças de cultura e de classes. Tantos passando necessidade e fome, enquanto poucos tem tanto dinheiro e condições. E não é assim a nossa realidade também!? Talvez Kiera tenha usado não só de ficção, mas um tanto do poder de suas palavras para poder mostrar sua opinião sobre o assunto.

Acima de tudo, gostei de America. Há muito tempo não me identificava tanto com uma personagem principal. Ela mostra força, determinação, teimosia, lealdade e humildade sem igual. Eu fiquei simplesmente encantada com ela. Além disso, gostei do modo como ela mesma se vê e admite seus próprios defeitos, mesmo sendo uma moça linda, ela sabe que está longe de ser perfeita:
[...] Por acaso eu era a única pessoa a ver meus defeitos? Não era refinada. Não sabia ser mandona nem superorganizada. Na verdade eu era egoísta e geniosa, e não gostava de aparecer na frente dos outros. Não era corajosa, e esse emprego exigia coragem. Sim, emprego: não se tratava só de um casamento, mas de um cargo.

Com ótimos personagens, uma boa trama e um certo suspense e muito romance, Kiera Cass conseguiu construir uma ótima distopia. Com narrativa deliciosa, o livro se tornou muito fácil e gostoso de ler, e sua trama envolvente prende do início ao fim. O romance tem sua medida certa, assim como o suspense sobre os interesses do reino e dos rebeldes. Um livro cheio de sentimentos, de descobertas, de despedidas e de lições.

Uma distopia original, diferente e muito boa! Recomendo!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

coleção amigas da rua lotús

        O CLUBE DE MENINAS DA RUA LÓTUS É O CLUBE MAIS DIVERTIDO QUE EXISTE! Kiki, Lulu e Nana são as MAPS (Melhores Amigas Para Sempre) e juntas elas formam o animado Clube de Meninas da Rua Lótus. Kiki sempre CAPRICHA no visual e quando crescer quer ser uma estilista famosa. A agitação do momento é o concurso de moda na escola. Kiki vai apresentar quatro criações originais para concorrer ao grande prêmio! Assim, cheia de ideias, tesoura em punho e com a ajuda das amigas, a DIVERSÃO estava garantida! Isso até uma menina chamada Mika mudar-se para a casa ao lado da de Kiki e se revelar uma bela encrenqueira! E ela também quer participar do concurso... Crise! Crise! Crise! Agora, além de se preocupar com o desfile, Kiki também terá que lidar com a garota chata e antipática... Mas afinal quem ganhará o prêmio? Mika aprontará alguma confusão? Junte-se ao clube dessas amigas superchiques e acompanhe essa incrível aventura no mundo das passarelas!




Lulu AMA animais, revistas de moda e fazer listas de tudo. Também adora ser glamourosa como sua atriz favorita, Penélope Purpurina. E eis que surge uma oportunidade única: um concurso para escolher a melhor sósia de Penélope. A ganhadora, além de conhecer a famosa atriz, desfilará ao lado dela no tapete vermelho, na estreia do seu novo filme. EMOÇÃO TOTAL!
E isso significa trabalho extra para as MAPS (Melhores Amigas Para Sempre) Kiki e Nana, que irão ajudar Lulu a criar o melhor figurino! Tudo seria maravilhoso se não fosse um detalhe: Kátia Kruspi, a malvada da escola, também vai participar do concurso e, com ela, todo cuidado é pouco... Mas, além de enfrentar sua maior inimiga, Lulu ainda terá que encarar um terrível dilema: se vencer o concurso só poderá convidar UMA amiga para acompanhá-la!






Nana ADOOOORA ficar com suas amigas, fazendo festas de pijama, assando cupcakes e salvando a vida de animaizinhos... como caracóis. Caracóis? Sim!
Desta vez, todas as integrantes do Clube de Meninas da Rua Lótus precisam arrecadar dinheiro para construir uma horta para abrigar os caracóis que o pai da Nana está tentando salvar na Amazônia. E é claro que a melhor maneira de fazer isso é assando e vendendo muitos cupcakes!
Mas a grande questão é: será que as MAPS (Melhores Amigas Para Sempre) vão deixar Mika ajudar ou vão continuar tratando-a como uma intrusa? Descubra tudo isso agora mesmo no diário da Nana!


comente e falem o que vocês acharam!!

                              livro das princesas


Título: O Livro das Princesas
Autores: Paula Pimenta, Meg Cabot, Patrícia Barboza, Lauren Kate
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403254
Categoria: Contos
Ano de Lançamento: 2013
Páginas: 288



O primeiro conto é o da autora Meg Cabot, que traz a versão da Bela e a Fera. Aqui, a Bela é uma modelo famosa que embarca num cruzeiro com sua família, onde encontra um rapaz misterioso que a salva de um ataque. O desenrolar já é evidente, mas a forma e a criatividade para nos recontar essa história tão famosa é o ponto forte da autora. Meg Cabot não decepciona, mas, me desculpe, o melhor conto não foi o dela, e sim o segundo, o da Paula Pimenta.
A Paula mais uma vez mostrou a escritora competente que é ao trazer uma história maravilhosa do conto moderno da Cinderela. É a maior história do livro e simplesmente a mais envolvente. Ficamos sem querer que acabe. Ela segue direitinho a história original e, ao mesmo tempo, reescreve toda a história tradicional. Aqui temos uma Cinderela que é DJ e se chama Cintia Dorella (até o nome é criativo já que remete muito ao nome Cinderela). Não vou contar a criatividade da autora ao escrever esse conto para não estragar as surpresas que vamos tendo a cada página.

O terceiro conto é da autora americana Lauren Kate e traz a história da bela adormecida
. Com sinceridade, foi o mais sem graça. Não gostei do desenrolar da história e não prendeu minha atenção durante a leitura. O conto é narrado intercalando capítulos escritos pelo ponto de vista de Percy, com outros narrados por Talia, e mistura fantasia com contemporâneo. Até unicórnio a Lauren Kate conseguiu colocar nessa história.
O último conto é de outra autora brasileira, a Patrícia Barboza, mas eu nunca havia lido nada dela. A história é bem escrita, envolvente e divertida, mas identifiquei pouco do conto original. Baseada na Rapunzel, tirando os cabelos longos, a trama segue caminhos bem diferentes. Não que seja ruim, é criativo e prende a leitura. 
De forma geral, O Livro das Princesas é um ótimo passatempo e pode agradar várias idades de leitores do sexo feminino, apesar de ser mais voltado para o público adolescente. Basta ter um coração romântico e ser apaixonada por contos de fadas para se encantar com esse livro. ;)
  

sábado, 12 de setembro de 2015

livro dos viloes



                                                                                                                                                                               

Título: O Livro dos Vilões
AutoresCecily Von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund e Fabio Yabu
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Organizado da mesma forma que O livro das princesas – também com o esquema de dois populares autores nacionais, e dois nomes famosos do exterior – O livro dos vilões reúne estes autores para uma coletânea de contos sobre vilões icônicos dos contos de fadas. As irmãs de Cinderela? Malévola? Madrastas e lobos? Carina Rissi, Cecily Von Ziegesar, Diana Peterfreund e Fábio Yabu estão aqui com a mensagem: este não é um livro tão bonzinho quanto o seu antecessor.
É uma verdade universal que toda história possui diversas versões: a do narrador, a do acusado, a do inocentado e a do telespectador. Desde que um conto de fadas possua um final feliz – digno de beijos roubados, sapatinhos de cristal e casamentos repentinos – raramente duvidaremos da verdade por trás de suas palavras, afinal o vilão foi combatido e o bem saiu vitorioso... Mas será que foi mesmo? Em O Livro dos Vilões os anti-heróis apresentam novas perspectivas das belas histórias que líamos antes de dormir, mostrando-nos que o final feliz nem sempre é para aquele que o merece.
 O primeiro conto é monótono, confuso, e parece não chegar a lugar nenhum. Nunca tinha lido um livro da Cecily, mas sua narrativa me pareceu extremamente superficial – ela só fala de marcas, redes sociais e popularidade, claro que existe uma crítica social por trás disso, mas ainda assim não consegui me envolver com nenhum dos personagens: Cinderela, chata; príncipe, chato; vilões, chatos... Sem contar que em alguns momentos a autora esqueceu que o foco deveria estar na recontagem de uma fábula. A vantagem é que a história é bem curtinha, então ela não desanima – pelo menos não totalmente – o leitor a continuar a leitura. É, eu realmente não gostei dessa história. 
Já o segundo conto é pura diversão. A abordagem da Carina foi a que mais se aproximou da história original, entretanto ela deu voz a uma madrasta apaixonada por sua beleza que no fundo, bem no fundo, tem um resquício de bondade em seu coração. A trama é tão envolvente que quando acabou eu queria mais, fora o fato de eu ter adorado a madrasta e torcido para ela dar um belo chute na boba da sua enteada. Eita menina irritante! Também preciso dizer que me emocionei com a pobre Malvina e adorei o fato dela falar com o leitor – ela é toda irônica e pomposa em seu “você não acreditou nisso, não é meu bem?”. Diva pura! 
O terceiro conto também é uma delícia. Ele deixou meu coração apertado e me fez compadecer pela protagonista – que no caso seria a “bruxa má” que botou a Bela Adormecida para dormir. Esse foi o conto que eu mais gostei. Ele é bem diferente da história original, mas tem um quê de “Meninas Malvadas”, amadurecimento juvenil, e reflexão sobre popularidade, sexo e drogas na juventude. Temas atuais e extremamente reais. A autora me ganhou ao mostrar a lição que seu conto carrega. Bem legal mesmo! 
E o último conto foi uma deliciosa surpresa. Ele é poético e traz um lobo mau injuriado por ter sido criado apenas para sofrer. O autor ganhou meu coração ao falar de “bem versus mal”, ao dar voz aos personagens esquecidos em seu pântano de solidão e injustiça. Outro ponto que me surpreendeu foi o teor religioso do conto, esse não é o foco da história, mas ela fala sobre o criador (nesse casso o grande Narrador dos contos de fadas), seu amor incondicional e suas tiranias. Em suma, a trama tem muita analogia religiosa, traz uma mensagem incrível e tem um final ainda mais perfeito. AMEI tudinho! Fiquei extremamente curiosa para ler mais obras do autor Fábio Yabu.
Mesmo que eu tenha gostado dos contos em níveis desiguais, existe algo que eles possuem em comum: uma bela – e algumas vezes velada – crítica à perfeição dos contos de fadas, fato que me agradou bastante, afinal não existe vida e/ou pessoa perfeita. Também gostei do clima de diversão e reflexão por trás de cada narrativa, e me surpreendi bastante com o fato das recontagens serem modernas. São histórias atuais que podem ser enquadradas muito bem na nossa realidade atual. Simplesmente adorei o livro.
 


quarta-feira, 9 de setembro de 2015


 princesa adormecida



Ano: 2014                                         
Páginas: 192
Editora: Galera Record
Pontuação: ♥ ♥ ♥   
Paula Pimenta




Quando Áurea Roseanna, era pequena sofreu um atentado pela malvada Marie Malleville, que era apaixonada por seu pai e se sentiu traída por ele ter se casado. Querendo se vingar, ela descontou toda a sua raiva no bem mais precioso do jovem casal real de Liechtenstein: atacar a linda princesinha, sua filha. Mas, por sorte e com a ajuda de um menininho, nenhum mal lhe aconteceu e Marie Malleville sumiu. Com medo os pais da pequena resolveram que deveriam proteger a filha deste mal e de um possível retorno da Malleville, a isolando e mandando para longe: para o Brasil. Simulando um acidente e sua morte, a jovem garota embarca para o esquecimento e para longe de qualquer vínculo com o passado.

Agora Áurea é Anna Rosa, é uma garota de 16 anos que vive com os três tios super protetores. Eles a protegem, a mimam, a aconselham e também são seus maiores amigos. Ela não se lembra dos pais, e por isso eles são sua família e a única coisa que importa. Mas ela é uma garota muito ingênua e não teve o prazer de viver certas coisas como: se apaixonar ou sair e se divertir. Ela vive sonhando acordada, e sendo romântica, quer conhecer seu príncipe encantado.
Então depois de sair escondida para uma festa, sem a permissão dos tios, ela começa a receber mensagens em seu celular, que são de um rapaz que a quer conhecer. Eles começam a trocar mensagens e aí a Anna começa finalmente a se abrir para sua vida e todas as possibilidades. Sua vida vai virar de pernas para o ar, e ela finalmente vai descobrir os segredos que envolvem sua história e seu passado.


 O meu problema aqui é que eu achei a Anna muito bobinha. Tudo bem, eu entendo que ela viveu dentro de um casulo, que os tios a proibiam de diversas coisas para sua proteção, e que ela é muito inocente justamente por ter vivido “presa”. Mas, meu Deus, ela é muito inocente. Não sei se é a descrença que tenho com personagens tão ingênuos numa era em que isso é praticamente impossível!  Mas ela se encanta fácil demais com simples mensagens de alguém que ela nem mesmo conhece. Imagina, ela recebe uma mensagem de um desconhecido, que nunca viu, e se encanta. Fica apaixonada logo de cara. Ele quebra sua rotina e a faz sonhar com algo que nunca teve isso eu entendo. A ideia do primeiro amor, puro e inocente é linda, eu admito. Mas mesmo assim eu não consegui me conectar com esta parte da história, que toma boa parte do livro. Não consegui me convencer, infelizmente.

Outro detalhe é que achei que o romance dela com o tal moço foi muito superficial. Eles se falam um pouquinho e já estão perdidamente apaixonados? Não, não entra na minha cabeça, desculpe aí.

Princesa Adormecida é um livro bem juvenil, que escorre açúcar. Fofo, bonitinho, promete e garante uma leitura fácil, rápida e gostosa. Um livro para uma boa tarde de domingo, um dia chuvoso, meias e um pijama. O tipo de livro que nos permite sonhar e viajar, sem nos preocupar com grandes tramas, mas apenas o divertimento. E tenho que dar os parabéns á belíssima edição da Galera Record. Capa e diagramação impecáveis. Fãs de Paula Pimenta vão amar, tenho certeza. E é uma ótima dica para quem curte livros mais leves, ou está iniciando no mundo literário.